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Título: Histórias de um Portugal Assombrado Autor: Vanessa Fidalgo Edição/reimpressão: 2012 Número de Páginas: 248 Editor: A Esfera dos Livros ISBN: 9789896263713 PVP: |
Sinopse
Classificação




Hoje o Palácio Beau Séjour é ocupado pelo Gabinete de Estudos Olisiponenses, da Câmara Municipal, de Lisboa, mas noutros tempos foi a residência do Barão da Glória, que ainda hoje por lá anda a arrastar grossos volumes de livros e caixotes de documentos, para desespero dos funcionários, que, dias depois, voltam a encontrá-los no exato local onde haviam procurado. O Barão também é culpado, acusam, pelo tilintar da chávenas em cima das mesas e pelo soar das campainhas da Quinta de São Domingos de Benfica. No Castelo de Almourol ou no de Bragança, amores incompreendidos deixaram espetros a pairar nas suas torres e ameias. Na Serra de Sintra sobram razões para ter medo, entre casas assombradas e almas que deambulam pelas estradas. No Porto, há espetros a discutir a herança pela calada da noite e apartamentos que, afinal, contra todas as razões lógicas, não estão vazios como aparentam. Em Castro Marim, as mouras ainda andam à solta, e, em Penafiel, os sustos marcam o ritmo dos dias na Quinta da Juncosa, que há séculos foi palco de um crime hediondo. Em Langarinhos, Gouveia, há uma casa inacabada, obra que, por mais que tente, nenhum proprietário consegue finalizar. Falar de fantasmas, casas assombradas e mistérios difíceis de explicar não é tarefa fácil. Há quem fique com pele de galinha, outros não deixam de esboçar um sorriso trocista.
Opinião
Se há livro que não foi de todo o que estava à espera é este. Quando o livro me chegou à caixa do correio, e o folheei, fiquei logo um pouco "O que é isto?". Tinha lido a sinopse, tinha visto no Clube BlogRing o interesse de várias meninas e como "Fantasmas e Assombrações" até é um tema que gosto pensei em arriscar e aproveitar para conhecer mais uma autora portuguesa. Esperava um livro que fosse percorrendo as histórias do nosso país (e até aí tudo bem, confere) mas com mais conteúdo e ligação entre elas, como por exemplo uma personagem que fosse passando por diversos locais do país e descobrindo, através das suas vivências, as experiências descritas no livro. Não digo que não pudesse ser usado o conteúdo que existente, pois a personagem podia ouvir a história num lugar, tal e qual como ela está no livro, ir averiguar e dar de caras com presenças estranhas, por exemplo.
Opinião
Se há livro que não foi de todo o que estava à espera é este. Quando o livro me chegou à caixa do correio, e o folheei, fiquei logo um pouco "O que é isto?". Tinha lido a sinopse, tinha visto no Clube BlogRing o interesse de várias meninas e como "Fantasmas e Assombrações" até é um tema que gosto pensei em arriscar e aproveitar para conhecer mais uma autora portuguesa. Esperava um livro que fosse percorrendo as histórias do nosso país (e até aí tudo bem, confere) mas com mais conteúdo e ligação entre elas, como por exemplo uma personagem que fosse passando por diversos locais do país e descobrindo, através das suas vivências, as experiências descritas no livro. Não digo que não pudesse ser usado o conteúdo que existente, pois a personagem podia ouvir a história num lugar, tal e qual como ela está no livro, ir averiguar e dar de caras com presenças estranhas, por exemplo.
Quanto à autora, tem uma escrita fluída, mais jornalística do que ficcional (o que não me surpreendeu pois é a sua profissão), sempre justificada com o testemunho da sua fonte. O livro acaba por ler-se bem, até porque as histórias são na sua maioria curtas e com referência tanto a locais como a pessoas conhecidas. Até descobri uma história sobre Salvaterra de Magos, a terra natal do meu marido, e da qual ele nunca ouviu falar, embora tenha lá vivido desde que nasceu e até aos 30 anos. (Tomar nota para perguntar aos meus sogros sobre a história do "Avô Ramalho".) Considero que as histórias poderiam ter sido alvo de mais algum trabalho, pois parecem tratadas de forma superficial, com pouca investigação. Pegando na referência a Salvaterra de Magos, é informação que recorrendo ao Google se descobre facilmente, pois é-nos logo dado um resultado do Correio da Manhã datado de 17/04/2011, onde Ana Maria Magalhães fala do assunto (podem consultar aqui).
Ainda por cima depois de ler O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro, onde transformam o D. Sebastião num taumaturgo, pensei que este pudesse seguir a mesma ideia mas com fantasmas e assombrações do nosso país.
Obrigada à Gia pelo empréstimo.
Ainda por cima depois de ler O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro, onde transformam o D. Sebastião num taumaturgo, pensei que este pudesse seguir a mesma ideia mas com fantasmas e assombrações do nosso país.
Obrigada à Gia pelo empréstimo.
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