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[Opinião] Histórias de um Portugal Assombrado, de Vanessa Fidalgo


Título: Histórias de um Portugal Assombrado
Autor: Vanessa Fidalgo
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 248
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263713
PVP: 16,00€ 14,40€   Comprar
Sinopse

Hoje o Palácio Beau Séjour é ocupado pelo Gabinete de Estudos Olisiponenses, da Câmara Municipal, de Lisboa, mas noutros tempos foi a residência do Barão da Glória, que ainda hoje por lá anda a arrastar grossos volumes de livros e caixotes de documentos, para desespero dos funcionários, que, dias depois, voltam a encontrá-los no exato local onde haviam procurado. O Barão também é culpado, acusam, pelo tilintar da chávenas em cima das mesas e pelo soar das campainhas da Quinta de São Domingos de Benfica. No Castelo de Almourol ou no de Bragança, amores incompreendidos deixaram espetros a pairar nas suas torres e ameias. Na Serra de Sintra sobram razões para ter medo, entre casas assombradas e almas que deambulam pelas estradas. No Porto, há espetros a discutir a herança pela calada da noite e apartamentos que, afinal, contra todas as razões lógicas, não estão vazios como aparentam. Em Castro Marim, as mouras ainda andam à solta, e, em Penafiel, os sustos marcam o ritmo dos dias na Quinta da Juncosa, que há séculos foi palco de um crime hediondo. Em Langarinhos, Gouveia, há uma casa inacabada, obra que, por mais que tente, nenhum proprietário consegue finalizar. Falar de fantasmas, casas assombradas e mistérios difíceis de explicar não é tarefa fácil. Há quem fique com pele de galinha, outros não deixam de esboçar um sorriso trocista.

Opinião

Se há livro que não foi de todo o que estava à espera é este. Quando o livro me chegou à caixa do correio, e o folheei, fiquei logo um pouco "O que é isto?". Tinha lido a sinopse, tinha visto no Clube BlogRing o interesse de várias meninas e como "Fantasmas e Assombrações" até é um tema que gosto pensei em arriscar e aproveitar para conhecer mais uma autora portuguesa. Esperava um livro que fosse percorrendo as histórias do nosso país (e até aí tudo bem, confere) mas com mais conteúdo e ligação entre elas, como por exemplo uma personagem que fosse passando por diversos locais do país e descobrindo, através das suas vivências, as experiências descritas no livro. Não digo que não pudesse ser usado o conteúdo que existente, pois a personagem podia ouvir a história num lugar, tal e qual como ela está no livro, ir averiguar e dar de caras com presenças estranhas, por exemplo.

Quanto à autora, tem uma escrita fluída, mais jornalística do que ficcional (o que não me surpreendeu pois é a sua profissão), sempre justificada com o testemunho da sua fonte. O livro acaba por ler-se bem, até porque as histórias são na sua maioria curtas e com referência tanto a locais como a pessoas conhecidas. Até descobri uma história sobre Salvaterra de Magos, a terra natal do meu marido, e da qual ele nunca ouviu falar, embora tenha lá vivido desde que nasceu e até aos 30 anos. (Tomar nota para perguntar aos meus sogros sobre a história do "Avô Ramalho".) Considero que as histórias poderiam ter sido alvo de mais algum trabalho, pois parecem tratadas de forma superficial, com pouca investigação. Pegando na referência a Salvaterra de Magos, é informação que recorrendo ao Google se descobre facilmente, pois é-nos logo dado um resultado do Correio da Manhã datado de 17/04/2011, onde Ana Maria Magalhães fala do assunto (podem consultar aqui).

Ainda por cima depois de ler O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro, onde transformam o D. Sebastião num taumaturgo, pensei que este pudesse seguir a mesma ideia mas com fantasmas e assombrações do nosso país.

Obrigada à Gia pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Um Erro Inconfessável, de Emma Wildes

Título: Um Erro Inconfessável
Autor: Emma Wildes
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 320
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896572488
PVP: 18,85€ 16,97€   Comprar
Sinopse

Madeline May, a jovem viúva Lady Bewer, encontra-se num terrível dilema. Vítima de chantagem que se transforma em homicídio, torna-se claro que só um homem a pode ajudar: Luke Daudet, o mal-afamado visconde Altea, que está habituado a lidar com homens de reputação duvidosa e que ela despreza com todas as suas forças.

Como conhecedor de mulheres bonitas, Luke reconhece a atracção física que Madeline exerce sobre ele e o perigo que representa. Desde o momento em que se conheceram - e após uma inesquecível noite de paixão -, que sabe que é diferente. E quando recebe o fatídica pedido que lhe enviou, apercebe-se de que não conseguirá manter-se afastado…

Opinião

Mais uma descoberta graças ao Clube BlogRing, e mais uma que adorei. Mais uns quantos livros desta autora para acrescentar à minha wishlist.

Romance, sexo, intriga, sem dúvida daria uma bela telenovela e acaba como uma, sendo o único ponto que não gostei neste livro, pois quando uma pessoa já está presa aparece a típica mensagem "Três meses depois" e tudo acaba muito rápido. Mas tirando esse aspecto, é maravilhoso. Tem romance e sexo bem balançados, uma boa dose de cada, e além disso tem uma história ao longo do livro que encaixa as restantes personagens na vida de Luke e Madeline. Página após página consegue-se imaginar os jardins, as festas, os vestidos das damas, e sem dúvida seria uma época para a qual me deixaria transportar.

Obrigada à Vanessa pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Alma Improvavelmente Dolorosa, de Andreia Silva

 

Este foi o primeiro ebook que li no meu lindo e novo e-book reader (sim finalmente já tenho um). E quem melhor para o inaugurar senão a Andreia Silva? Para lerem basta clicarem na imagem.

Começo por dizer que não achei piada à história das cadeiras, mas porque anda a rapariga sempre à volta com as cadeiras?! Mas pronto, cada tonto com as suas manias e a personagem também há-de ter as suas... Gostei que a escrita deixasse transparecer os sentimentos mas achei a história um pouco depressiva, a perda de alguém importante (embora fosse uma relação "estranha") e a traição ou omissão juntas que leva a um fim tão triste acho que foram um pouco fortes. Um final mais suave tinha-me sabido melhor, a menina podia tentar seguir em frente, procurar arranjar uma "cura" para a sua "dor" talvez (já nos basta a troika para nos deixar deprimidos).

Para a autora:

Cara Andreia
Claro que como os bons autores, não se pode agradar a todos, e sempre vão haver leitores a gostar mais deste ou daquele tipo de literatura. No entanto, só o teres partilhado a tua escrita com um conto que tem mais que dez páginas (eu ainda não passei das 3 lol) já foi um primeiro e importante passo, pois sabemos que muitos dos autores começam por contos, crónicas, pequenas aparições aqui e ali. Espero que continues a escrever e a partilhar connosco, pois "a prática faz a perfeição", embora saibamos que aqui a perfeição é coisa que não existe, senão não existiriam críticos literários a dizer mal. Cá espero pela próxima obra, um pouco mais suave espero, mas sempre pronta para ler o que escreves.

Classificação



[Opinião] Sangue Quente, de Isaac Marion

Título: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 248
Editor: Contraponto
ISBN: 9789896660659
PVP: 16,50€ Comprar

Sinopse


R é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender - bem como a si próprio. R. não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação... mas tem sonhos.

Depois de um ataque, R devora o cérebro - e, com ele, as memórias - de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R e a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte...

Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, Sangue Quente é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas - e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.


Opinião



Estava com muitas expectativas em relação a este livro, mas confesso que algumas baixaram depois de ver o trailer do filme, no qual R além de zombie parece um tolinho. No entanto, como já aprendi há muito, há livros que perdem quando produzidos em filme, e por isso não desisti de ler este livro. E mesmo agora que já o li, ainda não vi o filme, vou esperar que passe num dos canais TvCine.

Penso que o tema em si tem sido mais explorado em filmes de terror do que em livros, e foi uma boa escolha para um romance, um zombie e uma viva. Se por um lado o zombie tem que estar bem morto-vivo para começar a ficar apenas vivo, por outro não precisava de ser tão limitado e podia ter um bocadinho mais de vocabulário, por exemplo. Mas assim como na nossa vida, por vezes os momentos de silêncio são muito mais importantes, e aqui acontece isso, apesar da falta de palavras não existe falta de comunicação entre R e Julie. No entanto, o livro não pode viver só do romance dos dois e penso que perde um pouco nas personagens que os rodeiam, como os Ossudos e o pai de Julie, podiam ter sido personagens mais exploradas, ao fim ao cabo tem a sua dose de importância para o desfecho do romance.

Ao ler a sinopse, pensei que este seria o tipo de livro que daria aos meus irmãos para lerem (um tem 14 anos e o outro 20), como tentativa de os puxar um pouco mais para a leitura, mas depois de o ter lido mudei de opinião. Não sei se é da versão original ou da tradução, mas expressões como "inclino a cabeça em sinal de aquiescência", "pulsam como a bioluminescência", "enquanto bátegas de chuva fustigam o telhado", "o sol crepuscular arranca reverberações brancas" e "(as nuvens) alongam-se em volutas de tessituras delicadas" seriam complicadas, pelo menos para o de 14 anos. Este poderia ser um livro para o público YA, mas acho que este tipo de escrita é um pouco rebuscada para esses leitores. Por isso, quem o leu em inglês que me tire ao menos esta dúvida, o autor utilizou mesmo este tipo de palavras ou foi uma escolha de quem traduziu?

Lê-se bem mas não é o tipo de livro que me tenha prendido e tirado o sono, houve qualquer coisa de surreal a mais que não me permitiu viajar para o mundo destas personagens e sentir o livro por completo. No entanto, cá espero um novo livro do autor para me decidir melhor quanto à nossa "relação".

Obrigada à Gia pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Tudo se Perdoa por Amor, de Patricia Scanlan

Título: Tudo se Perdoa por Amor
Autor: Patricia Scanlan
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 500
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228710
PVP: 14,90€   Comprar
Sinopse

Nada como um bom casamento… para dar início a Terceira Guerra Mundial! E é exatamente o que vai acontecer se Connie Adams, a mãe da noiva, não conseguir melhorar as relações entre Debbie e o pai. Barry faz questão que a sua emproada segunda mulher e a filha adolescente, sempre mal-humorada, o acompanhem no grande dia, mas Debbie preferia casar num supermercado a tê-las no seu casamento. E, como se não bastassem já a Debbie todas estas coisas, a sua chefe anda a fazer-lhe a vida num inferno e ela começa a desconfiar que o noivo tem algumas hesitações relativamente ao casamento… Por isso, viverão todos felizes para sempre ou estará a família inteira a encaminhar-se para o divórcio?

Opinião

Depois de ler 500 páginas que me foram por vezes difíceis de digerir, porque o tempo tem sido pouco e o cansaço muito, fiquei um bocado chocada por ter chegado ao fim sem ter percebido antes que o livro tinha continuação... sim, o Felizes para Sempre é continuação deste e eu não sabia! E esse facto desconhecido pela minha pessoa fez com que esperasse um desfecho que não aconteceu porque não há propriamente um final e ficou tudo em aberto...

Este é um livro que fala de casamento e divórcio, de relações entre pais e filhos, de amor e perdão, sentimentos reais que foram bem descritos e trabalhados pela autora, mas continuo a achar que falta qualquer coisa no livro. Existe uma enorme teia de personagens que se cruzam na vida uns dos outros, existem várias famílias retratadas (Debbie com a mãe e o noivo, o pai de Debbie com a segunda família, a chefe de Debbie e a mãe), mas tudo gira à volta do casamento de Debbie, do divórcio dos seus pais e da mágoa que existe entre filha e pai, e isso fez com que me despegasse um pouco do livro, pois são 500 páginas e por vezes parece que a história não avança.

Apesar desse aspecto e do facto de o Felizes para Sempre ter 472 páginas, espero seguir o rasto destas personagens e descobrir o destino de Connie, que me deixou bastante curiosa pois foi uma das personagens que ficou com o desfecho em aberto. Pode ser que a vida da mãe me fascine mais do que o casamento da filha e me faça ficar fã da autora :)

Obrigada à Tinkerbell pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] O Verão das Nossas Vidas, de Luanne Rice


Título: O Verão das Nossas Vidas
Autor: Luanne Rice
Edição/reimpressão: 2010
Número de Páginas: 290
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228291
PVP: 16,60€   Comprar
Sinopse

Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…

Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.

Opinião

“Porque a partida de uma mãe molda os filhos de uma forma profunda e incontornável.”

Esta é uma das frases de Pell que me ficou na memória desde o início do livro (aparece logo na página 26) até ao fim do mesmo. Sem dúvida Pell não seria a jovem que era e eu não seria a mulher que sou se tivéssemos crescido com as nossas mães. Achei curioso a idade que Pell tinha quando a mãe saiu de casa, pois foi quando eu tinha a mesma idade que a minha mãe também nos deixou, a mim e ao meu pai, para seguir uma nova vida atrás de um novo amor. Muitas das dúvidas e questões de Pell e Lucy também eu as vivi, a diferença é que elas tinham-se uma a outra e eu não tinha um irmão com quem dividir a minha dor, porque embora tenham ficado também para trás os meus avós e o meu pai, a minha dor era diferente pois eu era filha e devia ser aquele amor maior que tudo por quem dizem que se dá até a vida. Escusado será dizer que chorei bastante durante o livro, quer fossem por recordações quer fosse pelo desenrolar da história.

Achei o livro muito bem conseguido e as personagens estão bem exploradas e realistas. Gostei da forma como a autora recorre às memórias das personagens para dar a conhecer acontecimentos do passado e ajudar a perceber o porque de hoje serem como são. Quanto ao final do livro, não vos vou dizer como acaba, claro que não pois isso não tinha piada nenhuma. Vou sim dizer-vos que queria que tivesse mais uns capítulos, que não terminasse tão depressa e que os últimos momentos fossem prolongados por mais umas páginas com mais alguns pormenores de como as coisas ficaram, pois foi tudo tão bem detalhado até àquele momento que queria mais um bocadinho da vida de Lyra, Pell e Lucy para me deliciar.

Houve outro pormenor que até anotei e que certamente a muitas de vós também deliciou, o restaurante onde Max, Lyra, Pell e Rage vão jantar, Da Vincenzo. Para mim era ouro sobre azul, livros e comida italiana, era splendido.

“(…) Da Vincenzo era meio livraria de livros usados, meio trattoria, sendo necessário passar por entre pilhas de livros, por cima de leitores sentados no chão, por baixo de uma escadaria que dava para o segundo piso, onde se encontravam as secções de teatro e poesia, bem como por vários quartos minúsculos, onde, segundo a lenda, muitos jovens escritores, agora famosos, ficaram hospedados em tempos idos.
Ao fundo de tudo e passando ainda por uma pesada cortina de veludo cor de vinho, encontrava-se o restaurante, um espaço aconchegado e familiar, iluminado por inúmeras velas vermelhas. (…)”

Durante a leitura detectei três situações que penso que sejam problema de tradução e/ou revisão, mas que me incomodaram porque não se trata de uma má tradução mas sim de troca de personagens, o que para quem vai lançado a ler e apanha naquele momento uma personagem que supostamente está noutro continente, ficamos do estilo “Ãh?”. E lá voltei um cadinho atrás na leitura para ter a certeza que o erro não era do meu cérebro, quer dizer, pelo menos eu acho que não é…

Se quiserem saber quais foram cliquem aqui, senão continuem a ler.
Pág. 102 – Lucy está com Beck e Gracie na praia em Newport, Pell está em Capri e lê-se “Pell olhou em redor. Lucy sentia-se a ganhar asas.” Comentário: Nesta fiquei sem saber quem deveria olhar em redor, seria Lucy ou seria Beck? Visto que o nome de Lucy aparece a seguir devia ser Beck quem olhava, não sei…

Pág. 175 – Lyra recorda o marido, Taylor e lê-se “A expressão de perplexidade e de profundo desgosto no rosto de Travis acorria agora ao espírito de Lyra.” Comentário: Ok, a Lyra sofreu de problemas psíquicos e teve depressões, mas acho que é o Alzheimer que faz trocar o nome das pessoas e isso ela não tinha…

Pág. 254 – Pell está a falar com o namorado, Travis e lê-se “Peguei na mão de Rafe.” Comentário: Acho que isso não se faz à frente do rapaz, não é, estar a falar com o namorado e pegar na mão de outro pode dar problemas…


Este foi o primeiro livro que li de Luanne Rice, embora tenha outro livro da autora na minha estante há já algum tempo, há mais de dois anos talvez, that’s a shame… Mas também com o BlogRing as leituras não param e a minha estante tem que ficar para depois.

Obrigada à Maria pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Um Refúgio para a Vida, de Nicholas Sparks

Título: Um Refúgio para a Vida
Autor: Nicholas Sparks
Edição/reimpressão: 2010
Número de Páginas: 306
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722344470
PVP: 11,99€   Comprar
Sinopse

Katie, uma jovem reservada e bonita, vai viver para a cidade de Southport, na Carolina do Norte, onde todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela mulher que parece determinada em encobrir os seus encantos e evitar novos laços afectivos? No entanto, e apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada por um amor que se desvirtuou e que tem de aprender a lidar com as suas sequelas se quiser voltar a amar.

Opinião

Mais um livro de Nicholas Sparks, mais um com cinco estrelas. Um livro que aborda temas cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia, infelizmente, como a violência doméstica e o alcoolismo.

Ao ler este livro relembrei alguns momentos que passei, há alguns anos, ao ter tido uma amiga a viver uma situação de violência doméstica. O medo, a perseguição e o controle doentio de cada passo que a pessoa dá, é horrível. Deixamos de estar ao lado daquela pessoa por a amar e passamos a estar por ter medo dela, e muitas vezes não por nós mas por aquilo que tememos que aconteça aos que nos são mais próximos. E nem sempre existe a coragem para lutar e procurar uma nova vida longe de quem nos faz tanto mal. E tu minha querida amiga tiveste essa coragem e essa força, por isso nunca te esqueças da mulher forte que és.

Voltando ao livro, é claro que amei mais esta obra fantástica, ou não fosse Nicholas Sparks o meu autor de eleição no que toca a romances. Claro que chorei no fim, confesso. Gostei bastante da história, duas pessoas que precisam de começar do zero por dois motivos totalmente diferentes, mas ambos tão fortes. Duas vidas completamente distintas, que se cruzam por acaso (ou não). Claro que adorei a Jo, que personagem tão linda e com um papel tão pequenino mas tão importante. Adorei os filhos de Alex, duas crianças amorosas e bastante inteligentes. Achei as personagens bem estruturadas, cada uma com o seu papel vital para o desenrolar da história, mas sem necessidade de entrar muito nas suas vidas, como é o caso de Joyce, de Roger e dos colegas de Kevin. A escrita de Nicholas Sparks é daquelas que se devora facilmente, às vezes até me custa largar o livro para dormir ou ir trabalhar.

Em suma, mais um grande livro de Nicholas Sparks.

Obrigada à Catarina pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Cinzas e Neve, de Célia Correia Loureiro

Mais um e-book lido que aproveitei para preencher o mês de Janeiro no Desafio "Palavra Chave 2013" usando a palavra snow = neve.

Este conto traz-nos uma história intensa, um amor com muitas traições e interrupções, uma mulher magoada, e um passado que nunca deixa de nos seguir pois as opções de hoje têm impacto em todos os dias que ainda estão para vir.

Ainda não tinha lido nada da Célia Correia Loureiro e neste momento estou ansiosa por ler mais (vamos lá ver se alguém mos pode emprestar entretanto). Este conto tem uma escrita que se lê muito bem, a leitura flui facilmente, não há partes aborrecidas, e não me venham dizer "Também só tem 24 páginas" porque até podia ter menos e tornar-se aborrecido. O desenrolar do encontro entre Cristina e Henrique torna-o bastante intenso, e esclarecedor o suficiente, uma vez que conseguimos num único encontro perceber como foi a vida de ambos e como as suas escolhas os marcaram.

Obrigada à Célia por o partilhar connosco no Goodreads (link). Aproveitem e espreitem a página da Célia Correia Loureiro no facebook (link).

Classificação

[Opinião] O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry


Título: O Principezinho
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Edição/reimpressão: 2001
Número de Páginas: 96
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722328296
PVP: 8,90€ 8,01€   Comprar
Sinopse

Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.

O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

Opinião

Nunca tinha lido O Principezinho na minha vida, e era uma obra que já há muito tempo queria ler. Além de o ler para mim, li-o à minha sobrinha mais velha que como é certo não entendeu todas as mensagens escritas nas entrelinhas, mas espero que um dia mais tarde o releia e aí então o consiga entender na sua totalidade.

É um livro com algumas lições de vida e que fala do que realmente é importante, o amor e a amizade. Um livro pequeno e simples mas com um conteúdo muito importante a reter.

Classificação