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[Opinião] Um Longo Regresso a Casa, de Gail Caldwell

Título: Um Longo Regresso a Casa
Autor: Gail Caldwell
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 208
Editor: Livros d'Hoje
ISBN: 9789722048903
PVP: 14,40€ 11,52€   Comprar
Sinopse

«Esta é uma velha história: eu tinha uma amiga com quem partilhava tudo, até que ela morreu e também isso nós partilhámos. Um ano depois de ela ter partido, quando eu julgava já ter ultrapassado a loucura daquele sofrimento inicial, caminhava no parque de Cambridge onde durante anos Caroline e eu passeámos os cães. Era uma tarde de inverno e o local estava vazio - a estrada fazia uma curva, não havia ninguém à minha frente nem atrás de mim e eu senti uma desolação tão grande que, por momentos, os meus joelhos ficaram imóveis. "O que estou aqui a fazer?", perguntei-lhe em voz alta, habituada agora a conversar com uma melhor amiga morta. "Devo seguir em frente?"»

Opinião

Uma nova escritora que pude conhecer graças ao BlogRing e da qual gostei muito.

Com uma escrita simples e fluída, este é um livro emocionante que fala de sofrimento, doença e perda, mas também de muita amizade. O facto de ser uma história verídica, de a escritora ter passado por todas as situações que escreve, torna-o ainda mais especial. Li-o de uma assentada, algumas horas da tarde bastaram para que o devorasse. Ao longo do livro, na sua partilha com todos nós leitores, sentimos a angústia da escritora e o sofrimento por que passou juntamente com a sua melhor amiga.

Uma leitura que nos faz pensar na vida e em como devemos aproveitar todos os momentos com aqueles que amamos, sejam eles do nosso sangue ou não, pois não sabemos quando seremos privados da sua companhia ou eles da nossa.

Obrigada à Tinkerbell pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] O Fim da Inocência, de Francisco Salgueiro

Título: O Fim da Inocência
Autor: Francisco Salgueiro
Edição/reimpressão: 2010
Número de Páginas: 224
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9785555376
PVP: 14,90€ 11,92€   Comprar
Sinopse

Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.

Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.

Opinião

Ao terminar a leitura deste livro senti que o mesmo é mais uma amostra da "nova adolescência". Hoje saímos à rua e vemos várias vezes miúdas de 10 e 11 anos a passearem durante a noite entregues a elas mesmas. Hoje, aos 6 anos já falam em dormir em casa das amigas e sair à noite, o que na nossa altura (eu sou de 1985) só nos passava pela ideia lá aos 14 ou 15 anos...

Este livro devia ser lido por muitos pais, principalmente como refere Francisco Salgueiro, pelos que dizem "O/A meu/minha filho/a? Nunca, jamais ele/a fazia essas coisas!". Pois os riscos existem, e a falta de informação e de contacto entre pais e filhos infelizmente também. Ao longo do livro pensei várias vezes em quantas Inês existiriam por este país fora, e quantas delas seria por culpa de pais ausentes...

Sei que esta não é a realidade da maioria dos adolescentes de hoje, mas é uma história verídica que não pode ser ignorada, pois as minorias existem e com elas existem todos estes perigos, e devemos tentar educar os nossos jovens para que estejam cientes dos perigos e dos riscos do dia-a-dia para que a minoria seja cada vez mais pequena e estes casos aconteçam cada vez menos.

Mais um livro de Francisco Salgueiro que recomendo vivamente não só aos amantes da literatura como a todos os leitores que se interessem pelos jovens de hoje e das gerações futuras.

Classificação

[Opinião] Sangue Quente, de Isaac Marion

Título: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 248
Editor: Contraponto
ISBN: 9789896660659
PVP: 16,50€ Comprar

Sinopse


R é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender - bem como a si próprio. R. não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação... mas tem sonhos.

Depois de um ataque, R devora o cérebro - e, com ele, as memórias - de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R e a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte...

Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, Sangue Quente é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas - e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.


Opinião



Estava com muitas expectativas em relação a este livro, mas confesso que algumas baixaram depois de ver o trailer do filme, no qual R além de zombie parece um tolinho. No entanto, como já aprendi há muito, há livros que perdem quando produzidos em filme, e por isso não desisti de ler este livro. E mesmo agora que já o li, ainda não vi o filme, vou esperar que passe num dos canais TvCine.

Penso que o tema em si tem sido mais explorado em filmes de terror do que em livros, e foi uma boa escolha para um romance, um zombie e uma viva. Se por um lado o zombie tem que estar bem morto-vivo para começar a ficar apenas vivo, por outro não precisava de ser tão limitado e podia ter um bocadinho mais de vocabulário, por exemplo. Mas assim como na nossa vida, por vezes os momentos de silêncio são muito mais importantes, e aqui acontece isso, apesar da falta de palavras não existe falta de comunicação entre R e Julie. No entanto, o livro não pode viver só do romance dos dois e penso que perde um pouco nas personagens que os rodeiam, como os Ossudos e o pai de Julie, podiam ter sido personagens mais exploradas, ao fim ao cabo tem a sua dose de importância para o desfecho do romance.

Ao ler a sinopse, pensei que este seria o tipo de livro que daria aos meus irmãos para lerem (um tem 14 anos e o outro 20), como tentativa de os puxar um pouco mais para a leitura, mas depois de o ter lido mudei de opinião. Não sei se é da versão original ou da tradução, mas expressões como "inclino a cabeça em sinal de aquiescência", "pulsam como a bioluminescência", "enquanto bátegas de chuva fustigam o telhado", "o sol crepuscular arranca reverberações brancas" e "(as nuvens) alongam-se em volutas de tessituras delicadas" seriam complicadas, pelo menos para o de 14 anos. Este poderia ser um livro para o público YA, mas acho que este tipo de escrita é um pouco rebuscada para esses leitores. Por isso, quem o leu em inglês que me tire ao menos esta dúvida, o autor utilizou mesmo este tipo de palavras ou foi uma escolha de quem traduziu?

Lê-se bem mas não é o tipo de livro que me tenha prendido e tirado o sono, houve qualquer coisa de surreal a mais que não me permitiu viajar para o mundo destas personagens e sentir o livro por completo. No entanto, cá espero um novo livro do autor para me decidir melhor quanto à nossa "relação".

Obrigada à Gia pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Tudo se Perdoa por Amor, de Patricia Scanlan

Título: Tudo se Perdoa por Amor
Autor: Patricia Scanlan
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 500
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228710
PVP: 14,90€   Comprar
Sinopse

Nada como um bom casamento… para dar início a Terceira Guerra Mundial! E é exatamente o que vai acontecer se Connie Adams, a mãe da noiva, não conseguir melhorar as relações entre Debbie e o pai. Barry faz questão que a sua emproada segunda mulher e a filha adolescente, sempre mal-humorada, o acompanhem no grande dia, mas Debbie preferia casar num supermercado a tê-las no seu casamento. E, como se não bastassem já a Debbie todas estas coisas, a sua chefe anda a fazer-lhe a vida num inferno e ela começa a desconfiar que o noivo tem algumas hesitações relativamente ao casamento… Por isso, viverão todos felizes para sempre ou estará a família inteira a encaminhar-se para o divórcio?

Opinião

Depois de ler 500 páginas que me foram por vezes difíceis de digerir, porque o tempo tem sido pouco e o cansaço muito, fiquei um bocado chocada por ter chegado ao fim sem ter percebido antes que o livro tinha continuação... sim, o Felizes para Sempre é continuação deste e eu não sabia! E esse facto desconhecido pela minha pessoa fez com que esperasse um desfecho que não aconteceu porque não há propriamente um final e ficou tudo em aberto...

Este é um livro que fala de casamento e divórcio, de relações entre pais e filhos, de amor e perdão, sentimentos reais que foram bem descritos e trabalhados pela autora, mas continuo a achar que falta qualquer coisa no livro. Existe uma enorme teia de personagens que se cruzam na vida uns dos outros, existem várias famílias retratadas (Debbie com a mãe e o noivo, o pai de Debbie com a segunda família, a chefe de Debbie e a mãe), mas tudo gira à volta do casamento de Debbie, do divórcio dos seus pais e da mágoa que existe entre filha e pai, e isso fez com que me despegasse um pouco do livro, pois são 500 páginas e por vezes parece que a história não avança.

Apesar desse aspecto e do facto de o Felizes para Sempre ter 472 páginas, espero seguir o rasto destas personagens e descobrir o destino de Connie, que me deixou bastante curiosa pois foi uma das personagens que ficou com o desfecho em aberto. Pode ser que a vida da mãe me fascine mais do que o casamento da filha e me faça ficar fã da autora :)

Obrigada à Tinkerbell pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] O Verão das Nossas Vidas, de Luanne Rice


Título: O Verão das Nossas Vidas
Autor: Luanne Rice
Edição/reimpressão: 2010
Número de Páginas: 290
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228291
PVP: 16,60€   Comprar
Sinopse

Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…

Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.

Opinião

“Porque a partida de uma mãe molda os filhos de uma forma profunda e incontornável.”

Esta é uma das frases de Pell que me ficou na memória desde o início do livro (aparece logo na página 26) até ao fim do mesmo. Sem dúvida Pell não seria a jovem que era e eu não seria a mulher que sou se tivéssemos crescido com as nossas mães. Achei curioso a idade que Pell tinha quando a mãe saiu de casa, pois foi quando eu tinha a mesma idade que a minha mãe também nos deixou, a mim e ao meu pai, para seguir uma nova vida atrás de um novo amor. Muitas das dúvidas e questões de Pell e Lucy também eu as vivi, a diferença é que elas tinham-se uma a outra e eu não tinha um irmão com quem dividir a minha dor, porque embora tenham ficado também para trás os meus avós e o meu pai, a minha dor era diferente pois eu era filha e devia ser aquele amor maior que tudo por quem dizem que se dá até a vida. Escusado será dizer que chorei bastante durante o livro, quer fossem por recordações quer fosse pelo desenrolar da história.

Achei o livro muito bem conseguido e as personagens estão bem exploradas e realistas. Gostei da forma como a autora recorre às memórias das personagens para dar a conhecer acontecimentos do passado e ajudar a perceber o porque de hoje serem como são. Quanto ao final do livro, não vos vou dizer como acaba, claro que não pois isso não tinha piada nenhuma. Vou sim dizer-vos que queria que tivesse mais uns capítulos, que não terminasse tão depressa e que os últimos momentos fossem prolongados por mais umas páginas com mais alguns pormenores de como as coisas ficaram, pois foi tudo tão bem detalhado até àquele momento que queria mais um bocadinho da vida de Lyra, Pell e Lucy para me deliciar.

Houve outro pormenor que até anotei e que certamente a muitas de vós também deliciou, o restaurante onde Max, Lyra, Pell e Rage vão jantar, Da Vincenzo. Para mim era ouro sobre azul, livros e comida italiana, era splendido.

“(…) Da Vincenzo era meio livraria de livros usados, meio trattoria, sendo necessário passar por entre pilhas de livros, por cima de leitores sentados no chão, por baixo de uma escadaria que dava para o segundo piso, onde se encontravam as secções de teatro e poesia, bem como por vários quartos minúsculos, onde, segundo a lenda, muitos jovens escritores, agora famosos, ficaram hospedados em tempos idos.
Ao fundo de tudo e passando ainda por uma pesada cortina de veludo cor de vinho, encontrava-se o restaurante, um espaço aconchegado e familiar, iluminado por inúmeras velas vermelhas. (…)”

Durante a leitura detectei três situações que penso que sejam problema de tradução e/ou revisão, mas que me incomodaram porque não se trata de uma má tradução mas sim de troca de personagens, o que para quem vai lançado a ler e apanha naquele momento uma personagem que supostamente está noutro continente, ficamos do estilo “Ãh?”. E lá voltei um cadinho atrás na leitura para ter a certeza que o erro não era do meu cérebro, quer dizer, pelo menos eu acho que não é…

Se quiserem saber quais foram cliquem aqui, senão continuem a ler.
Pág. 102 – Lucy está com Beck e Gracie na praia em Newport, Pell está em Capri e lê-se “Pell olhou em redor. Lucy sentia-se a ganhar asas.” Comentário: Nesta fiquei sem saber quem deveria olhar em redor, seria Lucy ou seria Beck? Visto que o nome de Lucy aparece a seguir devia ser Beck quem olhava, não sei…

Pág. 175 – Lyra recorda o marido, Taylor e lê-se “A expressão de perplexidade e de profundo desgosto no rosto de Travis acorria agora ao espírito de Lyra.” Comentário: Ok, a Lyra sofreu de problemas psíquicos e teve depressões, mas acho que é o Alzheimer que faz trocar o nome das pessoas e isso ela não tinha…

Pág. 254 – Pell está a falar com o namorado, Travis e lê-se “Peguei na mão de Rafe.” Comentário: Acho que isso não se faz à frente do rapaz, não é, estar a falar com o namorado e pegar na mão de outro pode dar problemas…


Este foi o primeiro livro que li de Luanne Rice, embora tenha outro livro da autora na minha estante há já algum tempo, há mais de dois anos talvez, that’s a shame… Mas também com o BlogRing as leituras não param e a minha estante tem que ficar para depois.

Obrigada à Maria pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Um Refúgio para a Vida, de Nicholas Sparks

Título: Um Refúgio para a Vida
Autor: Nicholas Sparks
Edição/reimpressão: 2010
Número de Páginas: 306
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722344470
PVP: 11,99€   Comprar
Sinopse

Katie, uma jovem reservada e bonita, vai viver para a cidade de Southport, na Carolina do Norte, onde todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela mulher que parece determinada em encobrir os seus encantos e evitar novos laços afectivos? No entanto, e apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada por um amor que se desvirtuou e que tem de aprender a lidar com as suas sequelas se quiser voltar a amar.

Opinião

Mais um livro de Nicholas Sparks, mais um com cinco estrelas. Um livro que aborda temas cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia, infelizmente, como a violência doméstica e o alcoolismo.

Ao ler este livro relembrei alguns momentos que passei, há alguns anos, ao ter tido uma amiga a viver uma situação de violência doméstica. O medo, a perseguição e o controle doentio de cada passo que a pessoa dá, é horrível. Deixamos de estar ao lado daquela pessoa por a amar e passamos a estar por ter medo dela, e muitas vezes não por nós mas por aquilo que tememos que aconteça aos que nos são mais próximos. E nem sempre existe a coragem para lutar e procurar uma nova vida longe de quem nos faz tanto mal. E tu minha querida amiga tiveste essa coragem e essa força, por isso nunca te esqueças da mulher forte que és.

Voltando ao livro, é claro que amei mais esta obra fantástica, ou não fosse Nicholas Sparks o meu autor de eleição no que toca a romances. Claro que chorei no fim, confesso. Gostei bastante da história, duas pessoas que precisam de começar do zero por dois motivos totalmente diferentes, mas ambos tão fortes. Duas vidas completamente distintas, que se cruzam por acaso (ou não). Claro que adorei a Jo, que personagem tão linda e com um papel tão pequenino mas tão importante. Adorei os filhos de Alex, duas crianças amorosas e bastante inteligentes. Achei as personagens bem estruturadas, cada uma com o seu papel vital para o desenrolar da história, mas sem necessidade de entrar muito nas suas vidas, como é o caso de Joyce, de Roger e dos colegas de Kevin. A escrita de Nicholas Sparks é daquelas que se devora facilmente, às vezes até me custa largar o livro para dormir ou ir trabalhar.

Em suma, mais um grande livro de Nicholas Sparks.

Obrigada à Catarina pelo empréstimo.

Classificação

[Opinião] Cinzas e Neve, de Célia Correia Loureiro

Mais um e-book lido que aproveitei para preencher o mês de Janeiro no Desafio "Palavra Chave 2013" usando a palavra snow = neve.

Este conto traz-nos uma história intensa, um amor com muitas traições e interrupções, uma mulher magoada, e um passado que nunca deixa de nos seguir pois as opções de hoje têm impacto em todos os dias que ainda estão para vir.

Ainda não tinha lido nada da Célia Correia Loureiro e neste momento estou ansiosa por ler mais (vamos lá ver se alguém mos pode emprestar entretanto). Este conto tem uma escrita que se lê muito bem, a leitura flui facilmente, não há partes aborrecidas, e não me venham dizer "Também só tem 24 páginas" porque até podia ter menos e tornar-se aborrecido. O desenrolar do encontro entre Cristina e Henrique torna-o bastante intenso, e esclarecedor o suficiente, uma vez que conseguimos num único encontro perceber como foi a vida de ambos e como as suas escolhas os marcaram.

Obrigada à Célia por o partilhar connosco no Goodreads (link). Aproveitem e espreitem a página da Célia Correia Loureiro no facebook (link).

Classificação

[Opinião] O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry


Título: O Principezinho
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Edição/reimpressão: 2001
Número de Páginas: 96
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722328296
PVP: 8,90€ 8,01€   Comprar
Sinopse

Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.

O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

Opinião

Nunca tinha lido O Principezinho na minha vida, e era uma obra que já há muito tempo queria ler. Além de o ler para mim, li-o à minha sobrinha mais velha que como é certo não entendeu todas as mensagens escritas nas entrelinhas, mas espero que um dia mais tarde o releia e aí então o consiga entender na sua totalidade.

É um livro com algumas lições de vida e que fala do que realmente é importante, o amor e a amizade. Um livro pequeno e simples mas com um conteúdo muito importante a reter.

Classificação

[Opinião] Há Sempre Um Amanhã, de Anita Notaro


Título: Há Sempre Um Amanhã
Autor: Anita Notaro
Edição/reimpressão: 2012
Número de Páginas: 468
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228857
PVP: 15,50€ 13,95€   Comprar
Sinopse

Certos momentos da vida mudam-nos para sempre.

A maior parte das pessoas consegue lembrar-se de um momento decisivo na sua vida. Uma fração de segundo quando o tempo parou e a vida mudou para sempre. Para Lily Ormond, esse momento chegou ao fim de um dia, quando foi abrir a porta e descobriu que, enquanto estava a esmagar alho e alecrim e assistir a telenovelas, a sua irmã gémea Alison se tinha afogado. Foi difícil conciliar-se com a perda da única irmã e melhor amiga, e mais ainda tornar-se mãe de Charlie, o filho de Ali com três anos de idade, mas descobrir que a sua irmã gémea levava uma vida secreta havia anos quase destruiu Lily... E assim começa uma viagem relacionada com quatro homens que tinham feito parte de uma vida que ela nem sabia existir. Uma viagem que obriga Lily a reconciliar-se com a memória do pai que nunca se importou realmente com ela, com uma criança que precisa muito de si e com uma irmã que não era o que parecia. Duas histórias paralelas, duas paixões arrebatadoras.

Opinião

Desde que aderi ao Clube BlogRing que não tenho parado no que toca a leituras, e agora com o e-book reader ainda pior. Esta foi uma nova descoberta através do BlogRing e que adorei. Fiquei rendida com este livro e ainda me foi difícil aguentar as lágrimas no fim, mas consegui.
Um livro que demonstra que nem sempre conhecemos a vida daqueles que nos são mais próximos, e como por vezes o que desconhecemos pode influenciar a nossa vida, não só pelo que descobrimos mas também porque se instala o sentimento de magoa e traição por parte do outro. É o caso de Lily que acaba por ver Richard, William, James, Dave, Brian, Kevin e Daniel entrarem na sua vida, quando a sua irmã gémea Alison morre de repente.
Gostei da forma como cada personagem vai sendo explorada ao longo da evolução do livro e da vida de Lily, dando a conhecer a vida de cada um dos homens, o que ajuda a compreender o envolvimento de cada um deles com Alison. Também gostei de todo o mistério à volta do pai de Charlie, questão que no fim se revela uma agradável surpresa e que gerou mais um momento de lágrimas contidas.

Sem dúvida mais uma autora que vai para a lista dos "Autores a Repetir"
Obrigada à Clarinda pelo empréstimo.

Classificação