[Opinião] Sangue Quente, de Isaac Marion
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Título: Sangue Quente Autor: Isaac Marion Edição/reimpressão: 2012 Número de Páginas: 248 Editor: Contraponto ISBN: 9789896660659 PVP: 16,50€ Comprar |
Sinopse
R é um jovem em plena crise existencial. É um zombie. Numa América devastada pela guerra, pelo colapso da civilização e pela fome incontrolável de hordas de mortos-vivos, R anseia por algo mais do que devorar sangue quente. Só consegue pronunciar alguns monossílabos guturais, mas a sua vida interior é rica e complexa, cheia de espanto pelo mundo que o rodeia e desejo de o compreender - bem como a si próprio. R. não tem memórias, não tem identidade e não tem pulsação... mas tem sonhos.
Depois de um ataque, R devora o cérebro - e, com ele, as memórias - de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R e a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte...
Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, Sangue Quente é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas - e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.
Depois de um ataque, R devora o cérebro - e, com ele, as memórias - de um rapaz adolescente, e toma uma decisão inesperada: não devorar a jovem Julie, a namorada da sua vítima, e até protegê-la dos outros zombies. Começa então uma relação tensa mas estranhamente terna entre ambos. Julie traz cor e vivacidade à paisagem triste e cinzenta da semi-vida de R e a sua decisão de proteger Julie pode até trazer de volta à vida um mundo marcado pela morte...
Tão assustador quanto divertido e surpreendentemente terno, Sangue Quente é um livro sobre pessoas mortas que se sentem vivas, pessoas vivas que se sentem mortas - e o que podem sentir e fazer umas pelas outras.
Opinião
Estava com muitas expectativas em relação a este livro, mas confesso que algumas baixaram depois de ver o trailer do filme, no qual R além de zombie parece um tolinho. No entanto, como já aprendi há muito, há livros que perdem quando produzidos em filme, e por isso não desisti de ler este livro. E mesmo agora que já o li, ainda não vi o filme, vou esperar que passe num dos canais TvCine.
Penso que o tema em si tem sido mais explorado em filmes de terror do que em livros, e foi uma boa escolha para um romance, um zombie e uma viva. Se por um lado o zombie tem que estar bem morto-vivo para começar a ficar apenas vivo, por outro não precisava de ser tão limitado e podia ter um bocadinho mais de vocabulário, por exemplo. Mas assim como na nossa vida, por vezes os momentos de silêncio são muito mais importantes, e aqui acontece isso, apesar da falta de palavras não existe falta de comunicação entre R e Julie. No entanto, o livro não pode viver só do romance dos dois e penso que perde um pouco nas personagens que os rodeiam, como os Ossudos e o pai de Julie, podiam ter sido personagens mais exploradas, ao fim ao cabo tem a sua dose de importância para o desfecho do romance.
Ao ler a sinopse, pensei que este seria o tipo de livro que daria aos meus irmãos para lerem (um tem 14 anos e o outro 20), como tentativa de os puxar um pouco mais para a leitura, mas depois de o ter lido mudei de opinião. Não sei se é da versão original ou da tradução, mas expressões como "inclino a cabeça em sinal de aquiescência", "pulsam como a bioluminescência", "enquanto bátegas de chuva fustigam o telhado", "o sol crepuscular arranca reverberações brancas" e "(as nuvens) alongam-se em volutas de tessituras delicadas" seriam complicadas, pelo menos para o de 14 anos. Este poderia ser um livro para o público YA, mas acho que este tipo de escrita é um pouco rebuscada para esses leitores. Por isso, quem o leu em inglês que me tire ao menos esta dúvida, o autor utilizou mesmo este tipo de palavras ou foi uma escolha de quem traduziu?
Lê-se bem mas não é o tipo de livro que me tenha prendido e tirado o sono, houve qualquer coisa de surreal a mais que não me permitiu viajar para o mundo destas personagens e sentir o livro por completo. No entanto, cá espero um novo livro do autor para me decidir melhor quanto à nossa "relação".
Obrigada à Gia pelo empréstimo.
Classificação





Estava com muitas expectativas em relação a este livro, mas confesso que algumas baixaram depois de ver o trailer do filme, no qual R além de zombie parece um tolinho. No entanto, como já aprendi há muito, há livros que perdem quando produzidos em filme, e por isso não desisti de ler este livro. E mesmo agora que já o li, ainda não vi o filme, vou esperar que passe num dos canais TvCine.
Penso que o tema em si tem sido mais explorado em filmes de terror do que em livros, e foi uma boa escolha para um romance, um zombie e uma viva. Se por um lado o zombie tem que estar bem morto-vivo para começar a ficar apenas vivo, por outro não precisava de ser tão limitado e podia ter um bocadinho mais de vocabulário, por exemplo. Mas assim como na nossa vida, por vezes os momentos de silêncio são muito mais importantes, e aqui acontece isso, apesar da falta de palavras não existe falta de comunicação entre R e Julie. No entanto, o livro não pode viver só do romance dos dois e penso que perde um pouco nas personagens que os rodeiam, como os Ossudos e o pai de Julie, podiam ter sido personagens mais exploradas, ao fim ao cabo tem a sua dose de importância para o desfecho do romance.
Ao ler a sinopse, pensei que este seria o tipo de livro que daria aos meus irmãos para lerem (um tem 14 anos e o outro 20), como tentativa de os puxar um pouco mais para a leitura, mas depois de o ter lido mudei de opinião. Não sei se é da versão original ou da tradução, mas expressões como "inclino a cabeça em sinal de aquiescência", "pulsam como a bioluminescência", "enquanto bátegas de chuva fustigam o telhado", "o sol crepuscular arranca reverberações brancas" e "(as nuvens) alongam-se em volutas de tessituras delicadas" seriam complicadas, pelo menos para o de 14 anos. Este poderia ser um livro para o público YA, mas acho que este tipo de escrita é um pouco rebuscada para esses leitores. Por isso, quem o leu em inglês que me tire ao menos esta dúvida, o autor utilizou mesmo este tipo de palavras ou foi uma escolha de quem traduziu?
Lê-se bem mas não é o tipo de livro que me tenha prendido e tirado o sono, houve qualquer coisa de surreal a mais que não me permitiu viajar para o mundo destas personagens e sentir o livro por completo. No entanto, cá espero um novo livro do autor para me decidir melhor quanto à nossa "relação".
Obrigada à Gia pelo empréstimo.
Classificação

Foste mais generosa que eu :p
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